sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Catador de Memórias em Curitiba

O autor Alberto Ferreira no dia 20 de junho passado, lançou “O Catador de Memória” em Curitiba. Noite de muito frio, manifestação nas ruas, chuvas e engarrafamento, e o calor humano aquecendo a livraria. Daniel Florencio, o autor da foto de capa do livro, marcou presença por lá com sua máquina e seu olhar  impressionante. Brindou-nos com essas fotos.






















quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lançamento na Livraria Curitiba em 17 de Abril de 2013











Grande amigo Pedro esteve presente



Meus amados amigos Rafael e Marla antes do jogo do JEC passaram para deixar um abraço.


Meu irmão Wilmar tomando conta da pequena em meio aos livros.


Joice deu uma passada por lá.

A jovem escritora Laysa, autora do livro "Aqui jaz um personagem" marcou presença.



Minhas amigas Transpessoais estiveram presentes

Grande amigo Adilson Mariano esteve por lá


Amigos de longa data, será que vou ter que lançar outro livro para ver esse povo de novo?

Família que lança livro unida, permanece unida.



Alunos da rede pública estiveram presentes.



Batemos um bom papo. Durante uma hora falamos sobre diferentes assuntos: escrita, livros, leitura, ler o mundo, ideias e por aí foi. Vários já haviam lido o livro todo, mesmo com o professor trabalhando com eles somente um dos contos.







Foi muito gratificante.



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pré-Lançamento do livro em 14/12/2012

Solucionando o mistério. Para todos que tem perguntado: Esse aí é o homem que está na capa do livro. Meu grande amigo e nesta vida pai.


Família reunida no lançamento.
 


Sessão de autógrafos. Neste dia estiveram presentes mais de 80 pessoas.


Historiadora e amiga Raquel San Thiago esteve presente.


Poeta e amiga Dúnia de Freitas, que faz o prefácio do livro, marcou presença.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Catador de Memórias - Fragmentos III - O Velho


[...]
– Tem um trocado aí, senhor?
Parou, olhou pra aquele homem velho, tinha uma barba enorme, até o peito, era amarelada da nicotina, a pele escura, cor de terra preta, vincos fundos no rosto de­nunciando a quantidade de anos que já havia vivido e a quantidade de sol que já lhe havia queimado. O homem estava meio deitado com as costas encostadas em um pa­redão, num vão que existia entre um muro e a parede de uma pizzaria, algumas latas de lixo ao lado, alguns trapos no chão, sacolas com tranqueiras que carregava onde quer que fosse. Sentado ao seu lado um amigo, ao menos era o que parecia numa primeira vista, era meio desengonçado e era até bem rechonchudo para quem vivia na rua.
– Não tenho nada aqui comigo, amigo.
– Amigo? Sou seu amigo? Me leva para sua casa então!
Ficou apavorado só de imaginar aqueles pés imun­dos pisando no seu tapete de lã de ovelha. – Que horror! Pensou na sua televisão gigantesca, no computador, em to­das aquelas coisas acumuladas durante a existência, coisas e mais coisas usadas raramente, que lhe deram felicidades efêmeras, que duravam normalmente o tempo de leitura do manual do apetrecho eletrônico recém-adquirido em parcelas que se perdiam de vista. Imaginou a cara do por­teiro do prédio ao entrar com aquele barbudo e seu escu­deiro que mais parecia um Sancho Pança indigente.
– Amigo, é só modo de dizer.
– Hum... Entendo... Só modo de dizer.
[...]
Fragmento do conto “O Velho” do livro “O Catador de Memórias


Onde adquirir:

Livraria Saber:
R. Anita Garibaldi, 21 - Anita Garibaldi
Livraria e Papelaria Nobel:Rua Rolf Colin, 109 - América

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Catador de Memórias - Fragmentos II


[...]
A sopa ficou tão famosa que passou a servi-la todo final de tarde. Até o velho padre vinha tomar uma cambuca depois da missa das oito. Atravessava a praça andando rápi­do com sua batina esvoaçando e voltava para a casa suando, devido à pimenta e o cominho do caldo. Pedia sempre que enchesse um pote de sopa para a irmã, dona Minerva, que cuidava da limpeza da casa paroquial e da igreja há tanto tempo que nem se lembrava mais. E foi assim, através da sopa, que começaram a se comunicar.
– Bom dia, seu Raimundo.
– Bom dia, dona Minerva.
– Tinha alecrim ontem?
– Tinha sim, para dar certo frescor, a noite estava um pouco quente.
Ou:
– Bom dia, seu Raimundo.
– Bom dia, dona Minerva.
– Era páprica picante?
– Ah sim, a senhora notou? Fico muito feliz.
A coisa chegou a tal ponto que ela ansiava pelo ritual da sopa a cada noite. Imaginava que ele lhe fazia carícias através dos temperos. O alho passava a mão nos seus pés. A cebola dourada na manteiga deitava em seu peito. Já a pimenta dedo-de-moça mordiscava-lhe a orelha. O man­jericão eram beijos longos e molhados. Açafrão beijos na nuca, já o alecrim, nos seios. Noite a noite a imaginação vo­ava cada vez mais longe, bebia a sopa sofregamente e nem enxaguava os dentes para dormir. Tinha sonhos confusos em que acordava com as carnes úmidas, suor abundante sobre a pele e os lençóis com aroma de orégano.
[...]

Fragmento do conto “A Vila dos Temperos” do livro “O Catador de Memórias”

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Catador de Memórias - Fragmentos


[...]
– Meu filho, qual é a aulinha que você escolheu para fazer?
– Ah, pai, eu vi a de teatro, a de inglês, a de natação e a de dança.
– Qual você vai escolher? Inglês ou natação?
...
– Poxa, pai... eu queria fazer a de dança.
– Nem pensar, moleque, dança é coisa de viado, tu vai acabar virando um, pode tirar o teu cavalinho da chuva!
Normalmente repetia essa expressão, dentre tantas outras que usava para educar o filho: “casa da mãe Joana”, “fazer nas coxas”, “dar com os burros n’água”, “entrar com o pé direito”, e por aí vai. Nunca soube o que significavam, também nunca se perguntou por que as usava. Também nunca se perguntou por que aulas de dança transforma­riam seu filho em um viado, seja lá o que isso signifique também. Só sabia que era assim.
[...]

Fragmento do conto “Preconceitos” do livro “O Catador de Memórias


O que: Lançamento do livro “O Catador de Memórias”, de Alberto Ferreira.
Quando: Dia 17 de abril, quarta-feira
Que horas: a partir das 19h00.
Onde: Livraria Curitiba (Shopping Mueller) - Joinville/SC
Contato com o autor: (47) 9119-9125